Roteiro Virtual
Seja um colaborador Seja um patrocinador Fale conosco
Inserir anúncio GRÁTIS no Roteiro Virtual Minha conta
INÍCIO QUEM SOMOS
  
 
Destinos > ES >
Piúma
 
Roteiro Virtual - O seu roteiro completo   Nos principais destinos de Piúma - Espírito Santo
Com uma área de 73,86 Km2, Piúma está em pleno desenvolvimento. Depois de Vila Velha, Piúma é o maior município em crescimento demográfico do Espírito Santo. No verão, a cidade é palco de um fluxo migratório que atinge cerca de 300 mil turistas.
Piúma - Espírito Santo
 
 Descubra
 - Principal
 - A História
 - Artesanatos
 - Pontos turísticos
 - Praias
 - Ilhas
 - Feriados municipais
 - Calendário de eventos
 - Guia Comercial
 - Galeria de Fotos
 Participe
 - Dê as suas dicas!
 - Tem fotos de lá? Envie!
 
 
 
 
O que ver e fazer
em Piúma
Fotos (03)
de Piúma
Já esteve lá?
Envie suas dicas
 
História de Piúma - ES
 

Nos registros oficiais, a colonização de Piúma começa na segunda década do século XIX. Porém, nos relatos do Príncipe Maximiniano, que visitou essa região em 1816, “encanta-se com a presença de uma ponte”, obra de caráter tipicamente europeu. A presença dessa ponte, que caiu devido à sua rusticidade, nos leva a conclusão de que, como quase em todos os pontos de colonização no litoral, a colonização de Piúma, começou acidentalmente. A costa de Piúma devido a sua localização, no caminho para a capital da Província – Vitória – era região de grande tráfego marítimo. A rusticidade das embarcações da época nos mostra grande quantidade de naufrágios que traziam às nossas costas; as suas vítimas. O primeiro contato com os silvícolas é receoso, mas o medo termina a ponto de não só integrar o náufrago à comunidade, mas desposarem-no com alguma índia. Aqui começa a formação do povo piumense.

Era comum também na época, alguns europeus desesperados com a longa viagem e as condições desumanas que ela proporcionavam, ao verem a costa próxima, atiravam-se das embarcações na esperança de encontrarem maior sorte em terra.
São narradas no século XVI, “as freqüentes visitas” francesas à Capitania do Espírito Santo. São relatados inclusive, ataques à Vila de Benevente, o que nos leva a crer terem sido esses os primeiros habitantes europeus de nossas praias piumenses.

Em 1565, o Padre José de Anchieta cria “reduções jesuíticas(termo usado na época, para designar redutos)” na Ilha de Piúma e no Vale do Orobó, que se localiza entre o município de Piúma e Iconha, na parte continental do município.

A COLONIZAÇÃO NO SÉCULO XIX

As concessões de terra às firmas inglesas Midosi e Rodacanak & Cia., aliados ao intenso desembarque de negros para servirem de mão-de-obra nas fazendas cafeeiras do sul do Estado, apesar da proibição ao tráfego, trouxeram grande desenvolvimento à região, ganhando destaque especial – O Porto.
Piúma tinha agora um porto movimentado. As madeiras de lei procedente da parte continental do município, extraídas pelas firmas inglesas, o comércio de negros escravos, e os constantes desembarques de marujos que se “deliciavam” nas tavernas.
O presidente da Província, José Joaquim Machado de Oliveira, antes de tomar posse de seu governo sofre um imprevisto acidente, relatado minuciosamente na obra: A NAU DECAPITADA, ocorrido na praia de Piúma. Descreve-nos então como era a região em 1840:
“As palhoças da margem esquerda da barra do rio Piúma, (hoje Niterói, bairro distante 2km da sede), conhecido antro de vendilhões(vendiam para as fazendas da região os negros traficados) e meretrizes(funcionárias das tavernas)”.
“Ao sul da foz do rio Piúma havia uma pequena povoação de índios com umas 50 palhoças, 2 ou 3 casas cobertas de telhas habitadas por vendilhões brancos que foram para ali, depois que se descobriu que naquela costa, podia-se com segurança, fazer clandestinamente o desembarque de africanos para serem vendidos como escravos. Nem uma regularidade encontrava-se na edificação das casas, que eram feitas à vontade do proprietário. Os índios viviam da pesca e do pequeno cultivo à roda de suas habitações...” “(...) As mulheres vivam na mais dissoluta devassidão, crápula e deboche e davam maior assistência nas tavernas”.

Havia também um pequeno número de famílias estrangeiras que se alojavam na ILHA DE PIÚMA, exclusivamente devido ao seu alto poderio pesqueiro, como os ingleses(Taylor) e os alemães de origem francesa(Bourguignon).
Na segunda metade do século XIX, a colonização intensificou-se incentivada pelo aumento de concessões de terras à famílias estrangeiras, principalmente as de origem italiana, estas se estabeleceram sobretudo, no Vale Orobó, especialmente na porção iconhense do Vale. No início do século XIX, a produção cafeeira de Iconha é escoada no trapiche dos irmãos Beiriz. A produção vinha de canoas pelo Rio Iconha, e do porto de Piúma eram levadas em pequenas embarcações para Vitória. No início do século XX, as plantações cafeeiras dos iconhenses tiram de Piúma o título de Comarca, transferindo-o para Iconha.

PRIMEIROS TEMPOS DE PIÚMA

Este município teve seu início em uma aldeia de índios puris, fundada pelo Padre Anchieta, na mesma época que a de Iriritiba, nos anos de 1565 e 1567.

Com o aldeamento dos índios puris abriu-se um caminho entre Piúma e Iconha, onde mais tarde foi construída uma das primeiras estradas de automóvel pelo Cel. Antonio José Duarte, que também em 1905 instalou uma das primeiras linhas telefônicas no Estado entre estas duas mesmas localidades.
O município de Iconha, nosso vizinho, teve início nas povoações de Piúma e Orobó.
Em Orobó foi construída a Igreja de Nossa Senhora de Bom Sucesso pelo Padre Amaro, era o ano de 1596 e esta povoação, anos depois entrou logo em decadência, só existindo atualmente algumas ruínas.
Piúma, era distrito de Anchieta, antiga Benevente, distrito este, criado pela Lei Provincial nº 14, de 4/5/1883, com o antigo nome de “Nossa Senhora da Conceição de Piúma”, cresceu tornando-se a sede do município do mesmo nome. Sendo porto do mar, o seu comércio se desenvolveu, recebeu grandes e ilustres visitantes, e na povoação residiam pessoas cultas que mantinham relações com outras regiões do Brasil e da Europa. “A Magistratura, o Legislativo Municipal, o professorado, as autoridades policiais etc..., figuravam como ornamento de relevo”. No século XIX a povoação de Piúma teve o seu período áureo de prosperidade. Possuía prédios bem construídos, iluminação a gás acetileno, instalado por Thomaz Dutton Jr. em 18/12/1880, a Igreja bela e majestosa, o chafariz de água canalizada, pianos e etc...
“Os penetradores do sertão congregavam-se no ponto extremo navegável do Rio Iconha, pouco abaixo do Salto do Coqueiro, centro de dispersão e convergência dos desbravadores das florestas”. O agrupamento nesse ponto do rio, deu origem a formação, provavelmente, em meados do século XIX, do povoado de Iconha.
Segundo se sabe, um dos primeiros homens que percorreram a zona central do município, foi o velho Bourguignon, alemão vindo de Frankfurt.

A primeira concessão de terras foi feita mais ou menos em 1816 pelo Imperador D. João VI.
A segunda concessão de terras foi feita à firma inglesa Rodacanak & Cia., com a sede em Londres, para exploração de madeira, pois era proprietária de uma serraria em Piúma e outra em Monte Belo, onde ainda existem vestígios da mesma.
São da mesma época, Ernesto Midose e Thomaz Anton Dutton Jr., sendo esse último inglês, e sucessor de Rodacanak & Cia., ainda possuindo uma fazenda em Monte Belo, com 1.600 alqueires. De certa forma estimulou a vinda dos ingleses para o município. Foram elas as famílias Taylor, Thompson, Oênes, Oacres e, também, portugueses, franceses, libaneses e italianos.
Na localidade de Monte Belo, o senhor Dutton Jr. loteou uma área para uma futura cidade que seria denominada “Manchester”. Alguns anos depois a fazenda Monte Belo passou a pertencer ao Sr. Cel. José Alves da Costa Beiriz.
O município de Piúma foi instalado no dia 02/01/1891, tendo como sede a Vila de Piúma.

Em 26/01/1895, foi elevada à categoria de Comarca tendo como primeiro Juiz de Direito, o Dr. Anésio Augusto de Carvalho Serrano. Em 1900, suprimida a Comarca, passando a pertencer à Comarca de Anchieta, antiga Benevente. Mais tarde, já com o nome de Iconha, o município passou a pertencer à Comarca de Alfredo Chaves, retornando à Comarca de Anchieta em 1939. Em 1944 a Comarca passou a pertencer novamente a Alfredo Chaves pelo Decreto – Lei Estadual nº 15177, de 31/12/1943. A Comarca foi instalada em Iconha no dia 28/08/1964. Realização do Prefeito Dr. Danilo Monteiro de Castro e criado pela Lei 1999 de 02/04/1964.
Em 18 de novembro de 1904 a povoação de Iconha foi elevada à categoria de vila, transferindo-se para a mesma a sede do município. E Piúma passou a Distrito de Iconha. A Vila de Iconha passou a ser sede do município devido ao progresso e a prosperidade crescente da zona central, fazendo com que a vila se tornasse o principal centro econômico e político do município.
Continuando em Piúma a sede do telégrafo desde 1896, agência do Correio, a sede da Escola Pública que data de 28/07/1862, a Paróquia com invocação de Nossa Senhora. da Conceição de 04/05/1883, e Coletorias Federal e Estadual. O porto marítimo continuou exportando os produtos do município, principalmente café, que vinha do interior por meio de canoas, pranchas e tropas.
Depois, com o desenvolvimento das rodovias foi extinto o porto de mar. E também foi suprimida a Coletoria Federal, sendo transferida para o Município de Iconha, ficando a Estadual que depois passou a ser Mesa de Rendas.

REVOLUÇÃO EM PIÚMA

Em 1904 houve uma revolução cuja causa foi a seguinte:
A sede do município antes de ir para Iconha, foi primeiro para Rodeio. Isto em 1901. Residia neste município, um coronel mineiro chamado Carlos Gentilhomem que ficou muito revoltado, achando um absurdo Piúma tendo um porto de mar, com um comércio bem desenvolvido, deixar de ser a sede do município. Ele, vendo que iam tira-la mesmo de Piúma, não mediu esforços para tornar sem efeito sua transferência para Iconha. E conseguiu levá-la para Rodeio, atual Princesa, onde permaneceu de 1901 a 1904. Mas os chefes políticos de Iconha discordaram de sua permanência em Rodeio, fazendo uma grande pressão contra o coronel Gentil homem. Mas este estava disposto a lutar e chefiou uma revolução. Embora sabendo que sua causa era perdida, estava disposto a enfrentar a luta por seus ideais.
A pedido dos adversários de Gentilhomem, o governo do Estado enviou tropas que desembarcaram em Piúma com destino a Iconha. Gentilhomem vem de Rodeio com seus capangas até a localidade de Iconha, disposto à luta. Entretanto, houve um acordo entre as partes oponentes, ficando resolvido o seguinte: Iconha tornou-se a sede do município, perdendo porém, o Distrito de Rodeio, que passou a pertencer a Rio Novo do Sul.

PRIMEIROS IMIGRANTES DE PIÚMA

Os primeiros imigrantes de Piúma foram: João Rodacanak, Ernesto Midosi, Thomaz Anton Dutton Jr., João de Deus. Estas pessoas foram privilegiadas com os nomes das primeiras ruas e a principal recebeu o nome de Cel. Ananias Pires Martins.
Com o passar do tempo, foram surgindo outras ruas que receberam os nomes: Eliseu Xavier Nunes, Eulália da Silva Pinheiro, Ponte Nova e Dr. Danilo Monteiro de Castro. Depois estes nomes foram todos mudados, mudança esta feita pelo segundo ex-prefeito provisório Cel. Djalma Borges, com a intenção de agradar os piumenses substituindo os antigos nomes pelos das cidades do Espírito Santo.

Mas a sua intenção desagradou a muita gente; principalmente os filhos do lugar, pois acharam que deveriam permanecer os antigos nomes, tradicionais.
Entretanto, os novos nomes foram adotados, ficando apenas com a designação antiga – a rua Dr. Danilo Monteiro de Castro.

HOMENAGEM
Guilherme Thompson Jr.

De acordo com o Instituto Histórico e Geográfico do Estado do Espírito Santo, a colonização inglesa em Piúma começou no final do século passado, por famílias inglesas, lideradas por Thomaz Dutton Jr.

Entre as famílias fundadoras estavam os THOMPSON que vieram ao Brasil convidados por Thomaz Dutton Jr. para desbravar a região com outros ingleses.
O primeiro Thompson a se estabelecer na região foi Henry Thompson, com sua esposa Emily Morris Thompson e seus filhos Guilherme, José, Henrique Jr., Álvaro e Jorge.
No Brasil(mais precisamente em Piúma), Guilherme casou-se com Anna Maria Owen. Desse casamento nasceram 3 filhos , entre eles GUILHERME TOMPSON JR.
Guilherme Tompson Jr. nasceu em Piúma em 13 de junho de 1893. Jamais desapegou-se de sua terra natal. Viveu a maior parte de sua vida em Piúma, onde casou-se com a senhora Thereza Lima. Lá nasceram os seus oito filhos. Ao mudar-se para Cachoeiro de Itapemirim, afim de prover futuro melhor para os filhos e filhas, manteve sempre em Piúma uma casa, onde vinha com os filhos e, posteriormente, com os filhos e netos.

Guilherme Tompson Jr, foi um evangélico batista pioneiro em Piúma. Os primeiros cultos evangélicos batista foram realizados em sua casa. Era um homem da Bíblia e pela Bíblia orientava a família.
Diante disso a praça se chama – PRAÇA GUILHERME TOMPSON JR. – em homenagem a esse piumense que tanto honrou e amou sua cidade natal.

PIÚMA DÉCADA DE 70 E 80

Na década de 70 e 80 Piúma entrou no auge do turismo, sendo conhecido e divulgado a nível regional e nacional devido a sua beleza natural e paisagística e se tornou um paraíso para os turistas, vindos principalmente das grandes capitais do país (Belo horizonte, Brasilia, São Paulo, Rio de janeiro e Vitória) que vinham para apreciar as praias no verão e a vida noturna com seus restaurantes e casas de shows (cabanas, serestas e danceterias).

Os turistas investiram em imoveis adquiridos e comprados de vários loteamentos ao longo da orla do município contribuindo assim para o crescimento demográfico e econômico.

PIÚMA HOJE

Apesar de ser um dos menores municípios capixabas, com uma área de 73,86 Km2, Piúma está em pleno desenvolvimento. Segundo os dados do último censo realizado pelo IBGE, Piúma é, depois de Vila Velha, o maior município em crescimento demográfico do Espírito Santo. Esse crescimento, justifica-se hoje, pelo enorme fluxo populacional migratório vindos de diversas regiões do país, sobretudo mineiros e cariocas, que vêem no município a esperança de melhorias individuais.
O município tem como principal fonte de renda – o TURISMO. No verão, a cidade é palco de um fluxo migratório que atinge cerca de 300 mil turistas. O turismo tem levado Piúma aos noticiários, e seu Carnaval é considerado um dos melhores do Estado. A pesca, o artesanato em conchas (que chega a ser exportado para países da América do Sul, Estados Unidos e Europa) são outras fontes de renda que crescem espantosamente a cada ano.

 
<< Voltar
 
Apoie o Turismo no Brasil...
Antes de viajar ao exterior, conheça todas as belezas do Brasil. Nosso país é rico em cultura, diversidade, natureza e alegria.
- Roteiro Virtual: www.roteirovirtual.com.br
 
 
FOTOS (03)
Fotos de quem esteve lá
 
Galeria de Fotos da cidade de Piúma - ES
 
Veja mais fotos da cidade de Piúma - Espírito Santo Veja mais fotos

 

 
 
Principal - Sobre o Portal - Seja um Colaborador - Nossa filosofia - Termo de uso - Privacidade - Política de Qualidade - Fale Conosco - Anuncie
© 2010 - 2014 Roteiro Virtual - Todos os direitos reservados